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Archive for the ‘Reprodução Humana’ Category

Técnicas de Reprodução Assistida

Posted by Francisco.e.Rute em 17/11/2009

-Inseminação intra-uterina ou inseminação artificial consiste na recolha de espermatozóides móveis que serão tratados e posteriormente colocados na cavidade uterina. Recorre-se a este tipo de técnica de reprodução assistida quando, por exemplo, existe uma deficiência na mobilidade dos espermatozóides ou por estes não conseguirem passar o muco cervical.
Inseminação Artificial

-Fertilização in vitro (FIV) consiste na união, em laboratório, do espermatozóide e do oócito. Numa primeira fase efectua-se um tratamento hormonal (derivado sintético FSH), que vai actuar a nível dos folículos, amadurecendo-os. Quando os folículos sofreram total maturação inicia-se uma nova fase, através de uma injecção de uma hormona (sintética da LH), de modo a provocar a ovulação. Antes de ocorrer o pico de LH e FSH (ovulação), procede-se à recolha dos oócitos II.Por outro lado, os espermatozóides serão separados.
Como a fecundação se dá à temperatura corporal, portanto, aos 37º, são colocados numa cultura com essas condições do oviduto e do útero, alguns oócitos e uma elevada concentração de espermatozóides. A mulher, está então sujeita a um tratamento hormonal de progesterona e estrogéneo para só depois ser colocado o embrião. Após a fecundação e a formação de embriões, alguns destes serão seleccionados e posteriormente transferidos de um a três para a cavidade uterina.
Fertilização in vitro

-Injecção intracitoplasmática de um espermatozóide (ICSI) consiste na recolha de um e só um espermatozóide que será inserido na membrana citoplasmática. Quando se efectua a escolha de um espermatozóide, corta-se a cauda deste, e, através de uma injecção, injecta-se a cabeça do espermatozóide no núcleo. O espermatozóide aproxima-se então do oócito II e penetra no citoplasma do oócito, empurrando o espermatozóide para o interior do citoplasma. Esta técnica de reprodução assistida utiliza-se em casos em que o homem produz poucos espermatozóides e pouco viáveis. A ICSI é, no entanto, um método difícil e rigoroso, realizado em laboratório, com a ajuda da utilização do microscópio. A mulher será sujeita a um tratamento hormonal de progesterona antes de ser introduzido o embrião ou os embriões.
Injecção intracitoplasmática de um espermatozóide

“Casais com uma vida sexual normal podem não ter sucesso na procriação”

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Reprodução Assistida

Posted by Francisco.e.Rute em 17/11/2009

Aspectos gerais:
A esterilidade atinge aproximadamente 20% dos casais e nos últimos anos houve intenso desenvolvimento de tecnologias, drogas e condições laboratoriais que possibilitaram o oferecimento de maiores chances de sucesso no tratamento deste problema.
Falaremos, assim, das tecnologias que actualmente podem ser oferecidas com o intuito de propiciar melhores condições de desenvolvimento embrionário, e, desta maneira, maiores taxas de gravidez.

As causas de infertilidade são tanto devido ao homem como à mulher

Assim, no caso do homem pode-se englobar as diversas causas de infertilidade:
-Anomalias congénitas nos testículos;
-Produção de espermatozóides em numero insuficiente;
-Deficiência na mobilidade dos gâmetas;
-Percentagem elevada de espermatozóides anormais;
-Anomalias na libertação de espermatozóides;
-Exposição a tóxicos (tabaco, álcool e drogas).

No caso da mulher, pode-se englobar as diversas causas de infertilidade:
-Anomalias congénitas (ausência ou atrofia dos ovários, trompas, útero, …);
-Anomalias na secreção hormonal, desencadeando problemas na ovulação;
-Obstrução ou alteração das trompas de Falópio;
-Problemas ao nível do endométrio;
-Infecções das vias genitais;
-Muco cervical desfavorável aos espermatozóides;
-Exposição a tóxicos (tabaco, álcool e drogas).

Devido a todos estes casos, por vezes presentes no homem e na mulher, ou seja, casais com problemas de fertilidade, podem dispor de diversas terapias que lhes permitem ultrapassar as dificuldades.
No entanto, existem situações que não se resolvem apenas com terapia, e portanto esses casais recorrem a técnicas diversificadas de reprodução assistida.

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Métodos Contraceptivos

Posted by Francisco.e.Rute em 17/11/2009

O único método cem por cento eficaz para evitar a gravidez é a abstinência, isto é, não ter relações sexuais. Mas os métodos contraceptivos ajudam a prevenir a gravidez não desejada, permitindo a vivência da sexualidade de forma saudável e segura.

Qual o método contraceptivo mais eficaz?
O grau de eficácia varia de método para método. Em alguns casos, como a pílula e o preservativo, o grau de eficácia depende, também, da forma mais ou menos correcta e continuada de utilização do método.
Por exemplo, há alguns factores que devem ser ponderados e analisados pelo médico ou profissional de saúde, como, por exemplo, a idade e o estilo de vida, se tem ou pretende ter mais filhos, o estado da saúde em geral, a necessidade de protecção contra infecções de transmissão sexual, etc.

1) Pílula
O que é e como funciona?
A pílula contraceptiva é um método que, através da acção hormonal, inibe a ovulação evitando assim a gravidez.
Existem dois diferentes tipos de pílula:
-Pílulas combinadas (que contêm estrogéneo e progesterona).
-Pílulas progestativas( que contêm apenas progesterona).

*Combinada: (COC): 0,1-1 gravidezes por ano em cada 100 mulheres.
*Progestativa: (POC):1,15 gravidezes por ano em cada 100 mulheres.

Pílula

2) Contracepção hormonal injectável
O que é e como funciona?
Tal com a designação indica, trata-se de um método contraceptivo que consiste numa injecção intramuscular profunda de uma solução aquosa contendo acetato de medroprogesterona (DMPA). A solução vai-se introduzindo lentamente na corrente sanguínea e, à semelhança da pílula, previne a ovulação. Cada injecção tem um efeito até 3 meses (12 semanas).
A utilização da contracepção hormonal injectável deve ser indicada quando é necessário um método de elevada eficácia e, por razões médicas, não é recomendado o uso da contracepção oral (pílula) ou o Dispositivo Intra-uterino (DIU).Assim, este método contraceptivo tem um elevado nível de eficácia 0,0 a 1,3 gravidezes por ano em cada 100 mulheres.
Este método é bastante discreto e prático na sua utilização, uma vez que não interfere na relação sexual e não obriga à toma diária.
Contracepção Hormonal Injectvável

3) ADESIVO
O que é e como funciona?
Trata-se de um adesivo fino, quadrado, confortável e fácil de aplicar. O adesivo transfere uma dose diária de hormonas, o estrogéneo e progesterona, através da pele para a corrente sanguínea. Estas hormonas são similares às produzidas pelos ovários e usadas também nas pílulas contraceptivas.
O adesivo funciona, assim, de duas formas:
– Impede a ovulação (libertação do óvulo) e torna mais espesso o muco do colo do útero, dificultando a entrada dos espermatozóides.
Adesivo Contraceptivo

4) DISPOSITIVO INTRA-UTERINO (DIU)
O que é e como funciona?
O DIU é um pequeno dispositivo de plástico revestido com fio de cobre que é inserido no útero. O DIU impede a gravidez através da alteração das condições uterinas e funcionando também como uma barreira aos espermatozóides. A inserção é feita numa consulta médica, podendo permanecer no útero durante vários anos.
Este dispositivo está indicado para mulheres que pretendem uma rápida recuperação dos níveis de fertilidade, para quem tolera alterações na menstruação (fluxos menstruais abundantes e prolongados), etc. No entanto, este método não protege de doenças sexualmente transmissíveis.
DIU

5) Preservativo masculino
O que é e como funciona?
O preservativo constitui uma barreira à passagem do esperma para a vagina durante o coito. Quando usado correctamente, para além de ajudar a prevenir a gravidez, é um método que diminui o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis. A eficácia deste método depende da forma como se procede à sua utilização. Caso este rebente, existe aí o risco da passagem de espermatozóides, podendo ocorrer assim uma gravidez.
Preservativo

6) Preservativo feminino
O que é e como funciona?
O preservativo feminino tem a forma de um tubo feito à base de silicone com um anel na extremidade. Deve ser introduzido na vagina antes da relação sexual. Depois da ejaculação, o preservativo retém o esperma prevenindo o contacto com colo do útero, evitando a gravidez. O preservativo feminino protege contra as DST e deve ser indicado em situações de ejaculação precoce.
Preservativo Feminino

7) Diafragma
O que é e como funciona?
O diafragma é um dispositivo de borracha com um aro flexível que se introduz na vagina. Quando correctamente introduzido previne o contacto do esperma com o colo do útero, funcionando como meio eficaz de contracepção, não interferindo no acto sexual.
Diafragma

8) Anel vaginal
O que é e como funciona?
O anel vaginal é um método contraceptivo hormonal feito de plástico, transparente e flexível. É colocado pela própria mulher na vagina e deve ser mantido durante 3 semanas, parando durante 1 semana (ciclo de uso), período durante o qual vai libertando estrogéneo e progesterona, hormonas que ao entrar na corrente sanguínea inibem a ovulação, à semelhança da pílula.
Este método contraceptivo não interfere, assim, no acto sexual, sendo considerado um método reversível.
Anel Vaginal

9) Métodos cirúrgicos
Os métodos cirúrgicos ou de esterilização voluntária visam bloquear os canais que, no homem ou na mulher, são responsáveis pelo contacto entre o esperma e o óvulo potenciando a ocorrência de uma gravidez.
Como se tratam de métodos potencialmente irreversíveis, ou de carácter permanente, estão indicados apenas para quem está seguro da decisão de não querer ter mais filhos.

Laqueação de trompas: O que é e como funciona?
A laqueação de trompas é um procedimento cirúrgico que consiste na oclusão bilateral das trompas de Falópio, impedindo assim que os espermatozóides entrem em contacto com óvulo.
Trata-se, assim, de um método seguro e eficaz, que nada interfere com o acto sexual nem com a amamentação.No entanto, não protege das doenças sexualmente transmissíveis (DST).
Laqueação das Trompas

Vasectomia: O que é e como funciona?
A vasectomia é uma operação simples que consiste no corte dos canais deferentes responsáveis pelo transporte dos espermatozóides que são expelidos durante a ejaculação, não afectando o desempenho sexual do homem.
Vasectomia

10) Espermicidas
O que é e como funciona?
Os espermicidas são compostos por substâncias que eliminam a mobilidade dos espermatozóides. Podem apresentar-se sob a forma de creme, gel, espuma ou comprimidos vaginais. O espermicida deve ser introduzido na vagina até 1 hora antes da relação sexual.
É um método de fácil aplicação, controlado pela mulher, mas que, no entanto, tem uma eficácia limitada podendo a sua acção ser melhorada se combinado com outro método contraceptivo.
Espermicidas

11) Abstinência periódica / Auto-controlo da fertilidade
O que é e como funciona?
A abstinência periódica resulta do auto-controlo dos níveis de fertilidade do ciclo menstrual da mulher. A eficácia deste método depende do envolvimento e disciplina do casal e do conhecimento rigoroso do funcionamento do corpo da mulher e do seu período fértil.
Existem 3 diferentes métodos de controlo da fertilidade:
O método de calendário permite calcular os períodos férteis através de uma contagem dos dias de duração de um ciclo menstrual.

Método das temperaturas basais
Através do método das temperaturas basais, o período fértil é calculado pela medição da temperatura, determinando o aumento de temperatura pós-ovulatória.

Relativamente ao método do muco cervical, consiste na verificação das características do muco cervical que mudam consoante o grau de fertilidade.

No entanto, estes métodos não protegem as DST e podem requerer períodos de abstinência longos e um compromisso mútuo.

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Mecanismos que controlam o desenvolvimento embrionário

Posted by Francisco.e.Rute em 29/10/2009

HCG – hormona gonadotrofina coriónica humana, tem amesma função da LH, e portanto, estimula o desenvolvimento do corpo amarelo, que é responsável por manter os níveis de estrogénio e progesterona.

Como se verifica no gráfico, a partir da fecundação, a hormona HCG aumenta a sua concentração, atingindo o seu pico por volta das oito semanas. A partir das oito semanas verifica-se uma diminuição brusca da concentração da hormona HCG, esta diminuição coincide com degeneração do corpo amarelo.
É a placenta que “substitui” o corpo amarelo na produção de estrogénio e progesterona. Ao fim das quarenta semanas (parto), a placenta é expulsa e, portanto, os níveis de progesterona e estrogénio diminuem também, porque deixam de ser produzidos por ela.

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Final da Gestação

Posted by Francisco.e.Rute em 05/10/2009

No final dos 9 meses existem níveis máximos de estrogénio no sangue, estimulando assim a hipófise-posterior. A hipófise-posterior vai então produzir oxitocina, em que esta, por sua vez, promove contracções uterinas. Estas contracções irão transmitir uma “mensagem” à placenta de modo a que produza prostaglandinas (promovendo ainda um maior número de contracções). As contracções vão estimular a hipófise e esta vai produzir mais oxitocina, aumentando assim as contracções. E assim sucessivamente.
Este conjunto de contracções vai levar à ruptura do saco amniótico, ocorrendo assim a expulsão do feto e a expulsão da placenta. Para finalizar o parto, corta-se o cordão umbilical.

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Desenvolvimento Embrionário e Fetal

Posted by Francisco.e.Rute em 05/10/2009

Desenvolvimento Embrionário – dura cerca de 8 semanas, ao fim das quais todos os orgãos estão já totalmente esboçados.

Desenvolvimento Embrionário

Desenvolvimento Embrionário

Desenvolvimento Fetal – ocorre desde a 8ª semana até ao nascimento, correspondendo a um aumento da complexidade e da maturação dos órgãos e ao crescimento do individuo.
Durante o período fetal ocorre também uma evolução de comportamento de feto à medida que o sistema nervoso se desenvolve.

Ao fim das 40 semanas, o feto está totalmente formado e preparado para o nascimento.

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Fecundação

Posted by Francisco.e.Rute em 05/10/2009

Fecundação é a designação dada à fusão de dois gâmetas (ou células sexuais, uma masculina e outra feminina), da qual resulta uma célula diplóide, o ovo ou zigoto.

Entre os humanos, a fecundação é interna.
No organismo humano, em que a fecundação é interna, os mecanismos de reconhecimento não estão tão desenvolvidos.

Espermatozóide na fecundação com o gâmeta feminino

Na fecundação, um espermatozóide penetra o ovócito II.
A célula reprodutora feminina, possui barreiras para a penetração dos espermatozóides, uma barreira mais externa composta por células foliculares, e a zona pelúcida (mais interna). Os espermatozóides, gâmetas masculinos, possuem na cabeça o acrossoma, que começa a libertar enzimas hidrolíticas ao entrar em contacto com tais barreiras. Depois de as “derrubar”, ocorre a fusão entre as membranas dos dois gâmetas.

Imediatamente após a fecundação, as células foliculares que envolvem a célula reprodutora feminina retraem-se, e forma-se a membrana de fecundação que não vai permitir a entrada de mais espermatozóides.


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Regulação do Funcionamento dos Sistemas Reprodutores

Posted by Francisco.e.Rute em 05/10/2009

Os diferentes parâmetros fisiológicos do organismo são submetidos a mecanismos de regulação.

No caso dos Sistemas Reprodutores, é a interacção que ocorre entre o complexo hipotálamo-hipófise e as gónadas, através de hormonas, que que leva à sua regulação.

FSH (foliculoestimulina) e LH (luteoestimulina) são as hormonas hipofisárias que estão ligadas à reprodução.

Regulação do Sistema Reprodutor Masculino:
Os testículos funcionam através de um mecanismo de regulação que intervém no complexo hipotálamo-hipófise.
• o hipotálamo produz GnRH que vai actuar a nível da hipófise.
• A hipófise, estimulada pela GnRH, produz FSH e LH, que por sua vez vão actuar a nível dos testículos, mais concretamente nas células Sertoli (FSH) e nas células de Leydig (LH). As células Sertoli vão, então, actuar na produção de espermatozóides e as células de Leydig na produção de testosterona.
• Se a Testosterona alcançar níveis muito altos, vai actuar a nível do hipotálamo, inibindo-o de produzir hormonas (GnRH). Se o hipotálamo não produz GnRH, então a hipófise não produzirá mas hormonas LH e FSH, e estas deixaram de actuar ao nível dos testículos. Ocorre, assim, uma retroacção negativa ou um controlo negativo.

A testosterona é uma hormona masculina. Tem efeitos anabolizantes e androgénicos.É produzida no organismo humano a partir do colesterol, mediante varias reacções.

Regulação do Sistema Reprodutor Masculino

Regulação do Sistema Reprodutor Feminino:
Acontece de uma forma mais complexa que no Sistema Reprodutor Feminino.
O Sistema genital da Mulher caracteriza-se pelo seu funcionamento cíclico, que se inicia na puberdade e termina na menopausa. Durante cada ciclo acontecem transformações que envolvem os ovários e o útero, que estão perfeitamente sincronizados. Este sincronismo deve-se à acção das hormonas ováricas, estrogénios e progesterona.

Progesterona – É uma hormona feminina e é produzida principalmente no ovário. No processo da ovulação, o óvulo, célula fértil feminina, encontra-se dentro de uma pequena bolinha de líquido chamada folículo. Este folículo produz o estrogénio, outra hormona feminina. É o estrogénio que faz o aspecto da mulher, físico e emocional. Após a libertação do óvulo este folículo transforma-se em corpo amarelo ou lúteo, e começa a produzir a progesterona. Ela é que prepara a mulher para a amamentação e o aleitamento. A progesterona estimula as células do endométrio a proliferarem-se e garante com que o embrião se fixe no cório para a formação da placenta. Também é a hormona responsável pela continuidade da gravidez, pois evita a descamação do endométrio, o que ocasionaria um aborto.
Estrogénio – A produção desta hormona começa na adolescência, quando é responsável pelo aparecimento dos sinais sexuais secundários na mulher, e vai até a menopausa. O estrogénio induz as células de muitos locais do organismo, a proliferar, isto é, a aumentar em número. Por exemplo, a musculatura lisa do útero, aumenta tanto que o órgão, após a puberdade, chega a duplicar ou, mesmo, a triplicar de tamanho. Todas as características que distinguem a mulher do homem são devido ao estrogénio e a razão básica para o desenvolvimento dessas características é o estímulo à proliferação dos elementos celulares em certas regiões do corpo. O estrogénio tem outros efeitos muito importantes no revestimento interno do útero, o endométrio, no ciclo menstrual.

Temos, então, dois ciclos distintos mas profundamente relacionados: o ciclo uterino e o ciclo ovárico.

O ciclo uterino:
Neste ciclo consideram-se três fases – a fase menstrual, a fase proliferativa e a fase secretora.

Fase menstrual (Início da fase folicular do ciclo ovárico) – em que ocorre a descamação da maior parte do Endométrio, que como é um tecido muito vascularizado, vai apresentar algumas hemorragias por rompimento destes vasos sanguíneos. Sendo os fragmentos do Endométrio e algum sangue eliminados através da vagina para o exterior, originando o Fluxo Menstrual (chamado muitas vezes erradamente sangue).
Fase proliferativa – terminada a eliminação do tecido velho, as células do Endométrio que restou voltam a multiplicar-se promovendo a sua regeneração. Neste tecido em formação formam-se glândulas tubulares e restabelece-se a rede de vasos sanguíneos.
Fase secretora – a espessura do Endométrio atinge um aumento tal que as suas glândulas vão terminar o desenvolvimento, tornando-se mais sinuosas e ramificadas, começando a segregar glicogénio e muco. Ficando o útero preparado para uma possível Nidação, caso tal não aconteça, reinicia-se o ciclo.

Ciclo Uterino
Ciclo Uterino

O Ciclo Ovárico:
Até à puberdade existem no ovário estruturas constituídas pelo Oócito I imaturo envolvido por células foliculares a que se dá o nome de folículos primordiais. Alguns destes folículos e de uma forma cíclica a partir da puberdade até à menopausa vão reiniciar o seu desenvolvimento. Cada Ciclo Ovárico vai ter as seguintes fases:

Fase folicular – Alguns dos Folículos Primordiais reiniciam o seu desenvolvimento, mas normalmente apenas um o completa, degenerando os restantes. O folículo em desenvolvimento sofre várias transformações: O Oócito I que se encontra em Profase I vai completar o crescimento, ao mesmo tempo as células foliculares multiplicam-se e originam a Zona Granulosa, estas células são produtoras de hormonas (estrogénios) para além de nutrirem o Oócito I. Em torno do Oócito I forma-se um revestimento glicoproteico a que se dá o nome de Zona Pelúcida. Com a evolução dos folículos forma-se uma cavidade cheia de líquido entre as células foliculares. Tendo terminado o crescimento o Oócito I em Profase I completa a divisão I da Meiose após a Citocinese desigual forma-se o Oócito II e o 1º Glóbulo Polar. O Oócito II ainda inicia a Divisão II da Meiose mas fica bloqueado na Metafase II. Por esta altura o folículo completou o desenvolvimento e denomina-se Folículo Maduro ou Folículo de Graaf. Todo este processo demora em média 14 dias.
Ovulação – O oócito II em metáfase II rodeado pela zona pelúcida e por algumas células foliculares é libertado da cavidade folicular para fora do ovário, sendo recolhido pelo pavilhão da trompa de Falópio.
Fase luteínica – Após a ovulação, cicatriza a parede do ovário e ocorre o pregueamento da parede do folículo. As células foliculares aumentam então de volume e segregam um pigmento amarelo, a luteína que lhes dá uma cor amarela, formando-se deste modo o Corpo Amarelo ou Corpo Lúteo. Após +/- 14 dias se não tiver ocorrido fecundação esta estrutura degenera.

ciclo ovárico
Ciclo Ovárico

Retroacção Negativa na Regulação do Sistema Reprodutor Feminino:
O teor elevado de estrogénios e progesterona inibe o complexo Hipotálamo-hipófise, logo, há uma diminuição na produção de FSH e LH. Isto resulta numa diminuição do desenvolvimento folicular, que por sua vez, vai originar uma diminuição na produção de estrogénios e progesterona.
O teor baixo de estrogénios e progesterona estimula o complexo Hipotálamo-hipófise, logo, há um aumento na produção de FSH e LH. Isto resulta num aumento do desenvolvimento folicular, que por sua vez, vai originar um aumento na produção de estrogénios e progesterona.

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O Filme: “A Vida no Ventre”

Posted by Francisco.e.Rute em 05/10/2009

A turma C do 12ºano visualizou um filme acerca dos conteúdos prontos a abordar nas aulas seguintes, de modo a tentar compreender melhor a matéria que seria leccionada. Assim , o filme era: ”A vida no Ventre”.

Este magnifico filme era acerca de gémeos, trigémeos e quadrigémeos que se desenvolvem ao mesmo tempo na barriga da mãe e que, ao longo de toda a gravidez, “lutam pelos recursos” para evoluírem.

Unidos, espermatozóide e óvulo iniciam o desenvolvimento do feto. O que acontece se se geram dois, três ou quatro fetos simultaneamente? Dão as mãos? Empurram-se? Irão estes primeiros tempos influenciar a forma como os irmãos se vão relacionar? Imagens inéditas, em 3D e 4D, ilustram as etapas de gestação dos fetos e revelam a forma como os gémeos se desenvolvem e competem pelos recursos.
Descobrimos todas as respostas a estas perguntas através da visualização do filme na aula.

"Vida no Ventre"

Gémeos Idênticos:
Quando um óvulo é produzido e fecundado por um só espermatozóide e se divide em duas culturas de células completas, dá origem aos gémeos idênticos, ou monozigóticos. Os gémeos idênticos têm o mesmo genoma, e são clones um do outro. Apenas 1/3 das gestações são de gémeos idênticos. A gestação é difícil pelo facto de apenas 10% a 15% dos gémeos idênticos terem placentas diferentes, geralmente possuem a mesma placenta.

Gémeos Fraternos:
Os gémeos fraternos são dizigóticos, ou seja, são formados a partir de dois óvulos. Neste caso, são produzidos dois oócitos II e os dois são fecundados, formando assim, dois embriões. Quase sempre são formados em placentas diferentes e não dividem o saco amniótico. Os gêmeos fraternos não se assemelham muito entre si, e podem ter, ou não, o mesmo factor sanguíneo e podem ser do mesmo sexo ou não. Na verdade são dois irmãos comuns que tiveram gestação coincidente. Um em cada um milhão de gémeos deste tipo têm cores diferentes, mesmo sendo do mesmo pai. É possível gémeos dizigóticos terem pais diferentes.


Inicialmente, existe o feto e só depois o embrião, diferenciando-se assim, essencialmente, pelo seu tempo de gestação.
Feto significa “rebento” e quando os membros deste ser ainda tão pequeno começam a crescer, as suas moléculas de adesão englobam uma forma simétrica, daí nós sermos simétricos (2 olhos, duas pernas, dois braços, …).
À medida que as semanas vão passando, existe sempre algo diferente que se desenvolve.
Na 16ª semana, por exemplo, o feto começa a ter uma certa percepção do espaço à sua volta. Na 18ª semana (meio da gestação), os sentidos desenvolvem-se, dá-se a formação do aparelho digestivo e, ainda, começam a beber algum do liquido que os envolve.
Já na 20ª semana, o feto encontra-se com aproximadamente com o comprimento de uma palma da mão (cerca de 10cm).
Os médicos dão à mãe ceróides, de modo a que os pulmões do bébé produzam sulfactante, um líquido que serve para impedir o colapso dos pulmões.

Falou-se então de um comportamento pré-natal que é fascinante, onde se incluem algumas brincadeiras. Este comportamento pré-natal passa posteriormente para a infância, onde normalmente existe o mesmo padrão de comportamento, quando se fala em relação a gémeos. Os gémeos, ainda no interior da mãe, chegam a trocar pontapés entre si, como que se tratasse de uma bricadeira. Pudemos ver, no filme, imagens incríveis. Em algumas delas pudemos observar aquilo que aparentava ser os gémeos a beijarem-se na cara, a defenderem-se e a atacarem-se um ao outro… Como se estivessem a brincar.

Na 26ª semana, os olhos abrem-se e as pálpebras separam-se. Os cientistas acreditam que os fetos já conseguem ver e ouvir música e vozes.
Na 28ª semana o médico toma atenção ao cordão umbilical, tendo este 2 artérias e uma veia na sua constituição.
Ainda, durante a visualização do filme, falou-se na síndrome da transfusão de gémeo para gémeo que consiste no facto de um gémeo doador nascer habitualmente menor e anémico e desidratado, sendo o outro gémeo maior e mais resistente.
Às 30 semanas,os fetos já têm tudo no lugar e os globos oculares começam a reagir à luz.

No caso de gémeos, trigémeos e quadrigémeos, os médicos têm sempre tendência a realizar um parto por cesariana, uma vez que é menos doloroso para a mãe e também, mais seguro. Porém, as mães podem sempre optar por um parto normal, se assim desejarem, e se tiverem garantias de segurança.

“Gemeos originados por um só óvulo têm cérebros idênticos”

“Normalmente, gémeos idênticos partilham o mesmo córium (a mesma fonte de alimento)”.

Para os cientistas: ”Não são desafio, mas uma janela para a reprodução”

Os Gémeos, Trigémeos e Quadrigémeos, são uma dádiva da vida.

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Estrutura dos Ovários e Oogénese

Posted by Francisco.e.Rute em 05/10/2009

Oogénese é o processo biológico de formação das células reprodutoras femininas, os ovócitos.

Os ovários são glândulas que tem como função a produção de hormonas femininas e de gâmetas (células reprodutoras femininas). As mulheres têm dois ovários, um de cada lado da pelve, isto é, perto dos ossos da bacia, ligados pelas trompas de Falópio. A sua função é produzir estrogénio que influencia o ciclo menstrual da mulher e produzir e armazenar óvulos. Os óvulos são libertados dos ovários a cada ciclo menstrual e encaminham-se para o útero através das trompas. Quando o óvulo é fecundado pelo espermatozóide, forma-se um embrião que se fixa na parede interna do útero (endométrio) e se desenvolve até se tornar num bebé.

Ovário

Durante o desenvolvimento embrionário, cada uma das células germinativas (as oogónias) multiplica-se por mitoses sucessivas, dando origem a várias destas células.
As oogónias que resultaram da fase anterior aumentam de volume como consequência da síntese e acumulação de substancias de reserva, originando um oócito I. Durante esta fase os oócitos I iniciam a primeira divisão meiótica, interrompida na profase I (fica bloqueada ainda antes do nascimento) desde o nascimento até ao inicio da puberdade.
Cada oócito I reinicia a primeira divisão meiótica, dando origem a duas células: o oócito II e o primeiro glóbulo polar (célula muito mais pequena), que acaba por degenerar.
A ovulação provoca a expulsão do oócito II em metáfase II para o pavilhão das trompas. Se ocorrer fecundação, o espermatozóide ao penetrar no invólucro protector do oócito II, estimula-o no sentido da conclusão da segunda divisão da meiose. Como resultado forma-se o óvulo maduro e o segundo glóbulo polar, que, tal como o primeiro, também se vai degenerar.

Assim, a oogénese divide-se em três fases: Multiplicação, Crescimento e Maturação.
Multiplicação – No início da vida fetal, uma série de divisões mitóticas produzem um número substancialmente grande de oogónias.
Crescimento
As oogónias que sobrevivem e transformam-se em células maiores denominadas ovócitos primários.
[editar] Maturação
Estas células diploides iniciam então a meiose parando na prófase I. Os ovócitos primários permanecem na prófase I e só terminam sua primeira divisão meiótica na puberdade. Na puberdade, o ovócito primário começa a crescer, e as células foliculares achatadas que o envolvem proliferam, formando um epitélio estratificado de células granulares. Agora o folículo é o folículo primordial. Além disso, origina-seuma camada de glicoproteínas sobre a superfície do ovócito, formando a zona pelúcida.
Com a continuação do desenvolvimento de um folículo, durante o qual houve aumento progressivo do seu tamanho, a cavidade folicular aumenta muito, designando-se então por folículo maduro ou folículo de Graaf.
Logo que o folículo fica maduro, o oócito retoma a meiose, levando à formação de duas células filhas de tamanhos desiguais, cada uma com 23 cromossomas de estrutura dupla. Uma dessas células, o oócito secundário, recebe a maior parte do citoplasma; a outra, o primeiro corpo polar, praticamente não recebe citoplasma.
Com o aumento brusco no teor da hormona luteinizante (LH) secretada pela hipófise faz com que ocorra a ovulação (expulsão pelo folículo maduro de um oócito II).

Oogénese

Oogénese

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