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Estrutura dos Ovários e Oogénese

Posted by Francisco.e.Rute em 05/10/2009

Oogénese é o processo biológico de formação das células reprodutoras femininas, os ovócitos.

Os ovários são glândulas que tem como função a produção de hormonas femininas e de gâmetas (células reprodutoras femininas). As mulheres têm dois ovários, um de cada lado da pelve, isto é, perto dos ossos da bacia, ligados pelas trompas de Falópio. A sua função é produzir estrogénio que influencia o ciclo menstrual da mulher e produzir e armazenar óvulos. Os óvulos são libertados dos ovários a cada ciclo menstrual e encaminham-se para o útero através das trompas. Quando o óvulo é fecundado pelo espermatozóide, forma-se um embrião que se fixa na parede interna do útero (endométrio) e se desenvolve até se tornar num bebé.

Ovário

Durante o desenvolvimento embrionário, cada uma das células germinativas (as oogónias) multiplica-se por mitoses sucessivas, dando origem a várias destas células.
As oogónias que resultaram da fase anterior aumentam de volume como consequência da síntese e acumulação de substancias de reserva, originando um oócito I. Durante esta fase os oócitos I iniciam a primeira divisão meiótica, interrompida na profase I (fica bloqueada ainda antes do nascimento) desde o nascimento até ao inicio da puberdade.
Cada oócito I reinicia a primeira divisão meiótica, dando origem a duas células: o oócito II e o primeiro glóbulo polar (célula muito mais pequena), que acaba por degenerar.
A ovulação provoca a expulsão do oócito II em metáfase II para o pavilhão das trompas. Se ocorrer fecundação, o espermatozóide ao penetrar no invólucro protector do oócito II, estimula-o no sentido da conclusão da segunda divisão da meiose. Como resultado forma-se o óvulo maduro e o segundo glóbulo polar, que, tal como o primeiro, também se vai degenerar.

Assim, a oogénese divide-se em três fases: Multiplicação, Crescimento e Maturação.
Multiplicação – No início da vida fetal, uma série de divisões mitóticas produzem um número substancialmente grande de oogónias.
Crescimento
As oogónias que sobrevivem e transformam-se em células maiores denominadas ovócitos primários.
[editar] Maturação
Estas células diploides iniciam então a meiose parando na prófase I. Os ovócitos primários permanecem na prófase I e só terminam sua primeira divisão meiótica na puberdade. Na puberdade, o ovócito primário começa a crescer, e as células foliculares achatadas que o envolvem proliferam, formando um epitélio estratificado de células granulares. Agora o folículo é o folículo primordial. Além disso, origina-seuma camada de glicoproteínas sobre a superfície do ovócito, formando a zona pelúcida.
Com a continuação do desenvolvimento de um folículo, durante o qual houve aumento progressivo do seu tamanho, a cavidade folicular aumenta muito, designando-se então por folículo maduro ou folículo de Graaf.
Logo que o folículo fica maduro, o oócito retoma a meiose, levando à formação de duas células filhas de tamanhos desiguais, cada uma com 23 cromossomas de estrutura dupla. Uma dessas células, o oócito secundário, recebe a maior parte do citoplasma; a outra, o primeiro corpo polar, praticamente não recebe citoplasma.
Com o aumento brusco no teor da hormona luteinizante (LH) secretada pela hipófise faz com que ocorra a ovulação (expulsão pelo folículo maduro de um oócito II).

Oogénese

Oogénese

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